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Pesquisador De Clerk e os monges do mosteiro Chimay (Trapist)

23 Maio 2016
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O pesquisador De Clerk pesquisou em conjunto com os monges do mosteiro Chimay

 

 Enquanto os mosteiros da Alemanha e Áustria estavam elaborando cervejas típicas da sua região, sem alteração os mosteiros da Bélgica e dos países baixos produziam um série de produtos com características próprias com no mínimo alguma particularidade entre eles, “inovadores”. 

 Suas Abadias na Bélgica (chimay, orval, Rochefort, Westmalle, westyleteren e schaapskooi) produzem cervejas. Todas pertencem à ordem dos Trapistas na forma mais rígida e fechada. Estas cervejarias trapistas são as únicas no mundo que podem usar a palavra “trapist” sobre o rótulo.

A palavra Trapist, Trapista, é de origem legal e não um estilo de cervejas.

Os monges dos mosteiros trapistas na Bélgica e nos países baixos produzem aproximadamente 20 tipos de cervejas. Todas são de fermentação alta “Ale” são relativamente fortes, fermentadas na garrafa com muito sedimento de fermento no fundo, todas muito frutadas no sabor e aroma. Em muitas se apresenta um sabor característico, parecido, que provem da mistura do açúcar caramelo na fervura do mosto.

Monges Beneditinos do sul da Itália construíram e deram início na produção de cervejas na atual cervejaria Orval no século XI. É o mosteiro mais antigo que ainda produz cervejas. Com o decorrer dos anos se separaram das ordens dos religiosos beneditinos.

Os trapistas vivem em forma rígida, separados do mundo sem Deus e acreditavam fortemente que deveriam viver do próprio solo, trabalho e do seu próprio saber.

Após a quebra da vida dos mosteiros através da revolução francesa e o período de Napoleão, os trapistas mudaram-se da França para Bélgica e para os países baixos, para reconstituir a vida de monge.

Os monges inauguraram o mosteiro Chimay em 1850. Esse mosteiro fazia cerveja trapista entre duas guerras mundiais e continuam até atualidade.

Após a segunda guerra mundial o cervejeiro da época no mosteiro Theodore trabalhava em conjunto com o grande pesquisador sobre cervejas Jean De Clerck na parte de tipos de fermento e ajustou a cerveja trapista para o estilo que conhecemos atualmente.

Após o falecimento de De Clerck o mesmo foi sepultado no mosteiro.

 

Singel, Dubbel e Tripel

 

Os monges podiam nas refeições consumir cervejas com baixo teor alcoólico, mas na quantidade que queriam. Estas cervejas de teor alcoólico baixo consumido pelos monges são chamadas de cerveja simples “singel” como as mais fortes de “Dubbel” e “Tripel” dobro e três vezes mais, sempre considerando o aumento do teor alcoólico.

 

Cervejas Abtei ou Abadias

Muitos mosteiros cedem, conferem, licenças para cervejarias sobre seu nome. Eles não podem usar a identificação Trapista, mas sim a palavra Abadia “Abtei” nos seus rótulos.

Às vezes cervejarias produzem sem interferência legal, sem licenças em relação a um mosteiro do estilo Abadia. Isto quando a cerveja recebe a homenagem ou nome de uma ruína de uma Igreja ou ruína de um mosteiro.

Exemplo de Abadia – A trapista de Leffe no inicio de 1950 cedeu à licença para uma cervejaria. Ela foi constituída quando um cervejeiro da região percebeu as dificuldades do mosteiro. As já arredondadas cervejas Leffe são produzidas atualmente pela empresa Interbrew.

Monge trapista analisando o fermento da cervejaria.

Resumo :

– Apenas cerveja elaborada em um mosteiro trapista pode receber esta nomenclatura.

- Todas as cervejas trapistas possuem características comuns: Elas são de fermentação alta “Ale”, fermentadas na garrafa e algumas secas, mas a maioria é doce e todas fortes.

- Eles formam uma família quieta na Bélgica e nos países baixos. Nos outros pontos do mundo os mosteiros produzem cervejas tradicionais da região.

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Michael Trommer

Michael Trommer, descendente de pais alemães que vieram para colonização do norte do Paraná e posteriormente migraram para São Paulo.

Com 28 anos de experiência profissional na área de bebidas (cervejas e sucos). Contudo, sua maior atuação foi na indústria cervejeira, onde atuou na área de produção, laboratório, desenvolvimento de produtos maltados e não maltados, padronização de processos (sistema da qualidade) e implantação de manutenção preventiva e preditiva. Presta serviços para empresas de pequeno, médio e grande porte do segmento de bebidas.

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